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Page history last edited by mbarzilay 1 year, 8 months ago

 

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Daniel e a vinda de Mashiach (Messias)

 

Introdução

 

Uma das primeiras perguntas que todo aquele que estuda com seriedade o Tanach deve fazer, é: existe alguma referência no Tanach com respeito ao tempo da vinda de Mashiach?

 

A resposta é: Sim, esta pergunta é respondida com detalhes no livro do profeta Daniel (Daniel haNavi). Este livro do Tanach descreve de forma detalhada o tempo da vinda de Mashiach. E se há no Tanach a resposta a esta indagação, então ela foi dada por YHWH a nós e aos nossos filhos, para sempre:

 

Devarim (Deuteronômio) 29.29:

 

29 As coisas ocultas (pertencem) a YHWH Eloheinu, mas as reveladas (pertencem) a nós e aos nossos filhos para sempre, para que pratiquemos todas as palavras desta Torah.

 

Deste modo, o que está registrado pelo profeta Daniel, quanto ao tempo da vinda de Mashiach, deve ser cuidadosamente investigado e analisado, sob pena de negligência e desprezo à revelação da Palavra de YHWH, a qual, segundo Devarim 29.29, foi dada por Ele para produzir operosos praticantes da Sua Torah. Rejeitar então a palavra profética é rejeitar a obediência à Torah, o que foi e continua sendo causa de maldição ao povo de D''s.

 

A investigação do livro de Daniel se faz então necessária. Quanto ao profeta Daniel, seu ofício profético é inquestionável, pois seu livro compõe o Tanach. Ele registra com exatidão em Dn 2.31-45 a profecia do florescimento dos futuros Impérios Medo-Persa, Grego e Romano, em um tempo que, se olhado exclusivamente da ótica humana, seria absolutamente impossível que a hegemonia do grande Império Babilônico fosse quebrada. Além disso, há o preciso e surpreendente registro profético com respeito aos principais conflitos, guerras e conspirações que se seguiriam entre o tempo da divisão do império grego (pós morte de Alexandre, até a sua conquista pelo império romano e estão relacionados com o povo de Yisrael, conforme Daniel, capítulo 8.

 

A tremenda acurácia nas profecias deste livro, já cumpridas historicamente, tem levado aqueles que se antepõem às Sagradas Escrituras questionarem a data e autoria do livro, argumentando falsamente que o livro foi escrito muito tempo depois do profeta Daniel, o que é uma acusação sem nenhuma prova nem evidência. É entendido que o livro do profeta Daniel deve ter sido completado por volta de 530 A.E.C. (B.C.E.).

 

Antes de analisar em detalhe a profecia a respeito da vinda de Mashiach, é importante olhar o contexto que cerca esta profecia, conforme Daniel, capítulo 9.

 

Daniel 9.1,2:

 

1 No primeiro ano de Daryavesh Ben Achashverosh (Dario filho de Assuero), da descendência dos maday (medos), o qual foi feito rei sobre o reino dos casdim (caldeus),

 

2 no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel compreendi pelos Livros (que) o números de anos, que viriam (em decorrência) da palavra de YHWH ao profeta Yirmeyahu (Jeremias), que (Ele) faria durar para as desolações de Yerushalayim (Jerusalém) seriam de setenta anos.

 

De acordo com Dn 9.1, a data da profecia de Dn 9 ocorreu no primeiro ano de Dario, o que de acordo com os registros históricos, significa por volta do ano 539 A.E.C. (B.C.E). Sendo assim, este episódio ocorreu por volta de 66 ou 67 anos após o início do exílio do povo Judeu na Babilônia.

 

Em Daniel 9.2 lê-se que Daniel estava estudando os Livros, e que entre eles estavam o livro do profeta Jeremias. Tanto em Jeremias 25.11,12, quanto em Jeremias 29.10, foi registrado, profeticamente, que o tempo de exílio do povo Judeu na Babilônia seria de 70 anos.

 

Yirmeyahu (Jeremias) 25.11,12:

 

11 E toda esta terra será uma desolação e um horror. E estas nações servirão o rei de Babilônia por setenta anos.

 

12 E será que, quando terminarem os setenta anos, Eu punirei o rei de Babilônia e aquela nação, e a terra dos caldeus, por causa de sua iniqüidade, diz YHWH, e tornarei a terra dos caldeus em ruínas (que permanecerão) para sempre.

 

Yirmeyahu (Jeremias) 29.10:

 

10 Pois assim diz YHWH: quando de acordo com (as palavras) de minha boca se cumprirem os setenta anos para a Babilônia, eu vos visitarei e confirmarei a minha boa palavra a vosso respeito, para vos trazer de volta a este lugar.

 

Que outros Livros (do Tanach) Daniel estava estudando, não podemos afirmar com certeza, mas a atitude de Daniel registrada nos versículos seguintes deste capítulo 9, de confissão por identificação dos pecados de Israel, conclui-se que existe alta probabilidade de que ele estivesse estudando também alguns trechos do Tanach que ensinavam que o arrependimento e a confissão dos pecados de Israel eram pré-requisitos para o retorno do exílio. Entre tais trechos estão por exemplo, Devarim (Deuteronômio) 30.1-3 e Vayikra (Levítico) 26.40-42 [ver também Alef Melachim (1 Reis) 8.46-51]:

 

Devarim (Deuteronômio) 30.1-3:

 

1 E será que, quando vos sobrevierem todas estas coisas, a bênção e a maldição, que pus diante de vós; e quando vos recordares (delas) por entre as nações que YHWH vosso D''s vos espalhou,

 

2 e tornares vós e vossos filhos de todo o vosso coração e alma a YHWH vosso D''s e ouvires a Sua voz,

 

3 então YHWH vosso D''s vos fará voltar do cativeiro, e terá misericórdia de vós, e voltará e vos congregará de todas as nações por onde YHWH vosso D''s vos espalhou.

 

Vayikra (Levítico) 26.40-42:

 

40 E (se) confessarem a sua iniqüidade, e a iniqüidade de seus pais, naquilo que pecaram contra mim; e também confessarem que andaram de modo (halacha) contrário a mim,

 

41 de modo que também andei de modo contrário a eles, levando-os para a terra dos seus inimigos. Se o seu coração incircunciso se humilhar, de modo que reconheçam que foram punidos por causa de suas iniqüidades;

 

42 então Eu me lembrarei da minha aliança (b’rit) com Yacov, e também da minha aliança com Yitzchak, e também da minha aliança com Avraham, e também me lembrarei da Terra (de Yisrael).

 

Além disso, a expectativa do profeta de que o Reino Messiânico seria estabelecido imediatamente em seus dias, com o subseqüente envio do Malak Gavriel (anjo Gabriel) trazendo a mensagem de D''s de que a vinda do Messias e o estabelecimento do Reino Messiânico não seria nos seus dias, nos leva a concluir, com grandes chances, que Daniel também estava estudando o livro do profeta Isaías, pois este homem de D''s profetizara muitos anos antes a respeito do levantamento de Koresh (Ciro) como um mashiach de YHWH para decretar a libertação do povo Judeu de Babilônia, conforme Isaías 44.28-45.1:

 

Yeshayahu (Isaías) 44.28-45.1,4:

 

28 Que diz a Koresh (Ciro): És Meu pastor, e farás toda a Minha vontade, a fim de que digas a Yerushalayim: ela será edificada - e ao Templo: ele será estabelecido (em seus alicerces).

 

1 Assim diz YHWH a seu mashiach, a Koresh, a quem tomei pela mão direita, para abater (e subjugar) as nações a olhos vistos, para tirar (o manto de autoridade) de sobre os lombos os reis. Abrirei diante dele portas e portais (de cidades) que não se fecharão.

 

4 Por causa de meu servo Yacov, e de Yisrael, meu escolhido, é que chamei-te pelo nome, e te pus sobrenome, mesmo sem me conheceres.

 

Como a esperança messiânica de Daniel é subentendida em Daniel 9, pode-se entender (sem de fato ser conclusivo quanto a isto) que se entre os trechos lidos estivesse o da promessa de libertação do povo por meio de Koresh (Ciro) de acordo com a profecia de Is 44.18-45.6, então o fato de Koresh ser chamado por YHWH como sendo um mashiach (em Is 44.1), estabelecido de entre os gentios, talvez tivesse sido um dos motivos que contribuiu para o acendimento da esperança messiânica no coração do profeta, esperança esta de que Aquele a respeito do qual todos os outros mashiachim são somente representações, estivesse para chegar, a fim de estabelecer a Era Messiânica, a saber, Melech haMashiach Ben David (o Rei Messias, da descendência real de David).

 

Sabedor de quando iniciou-se o cativeiro do povo Judeu para a Babilônia (por volta de 605 A.E.C) e de que o tempo do exílio seria de 70 anos, temos então que o profeta concluiu a respeito do tempo exato que restava para terminar o cativeiro (por volta de 3 anos). Com a consciência de que nenhuma palavra profética se cumpre sem que antes seja gerada pela oração intercessória, Daniel orou para o cumprimento desta profecia. Do mesmo modo, ciente de que o pré-requisito para o retorno do cativeiro era a confissão dos pecados da nação, Daniel confessou os pecados de Israel.

 

A Oração de Daniel

 

Com vistas a uma melhor compreensão da oração de Daniel, pode-se dividi-la em duas partes principais: a primeira, em Daniel 9.3-15 que irá tratar da confissão do pecado:

 

Daniel 9.3-15:

 

3 E voltei a minha face para Adoni haElohim, para buscá-lo pela oração e pelas súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.

 

4 E intercedi diante de YHWH meu D''s, e fiz minha confissão, dizendo: Ó Adonai, D''s grande e tremendo, que guardas a aliança e a miseridórdia a favor daqueles que o amam e guardam as tuas mitzvot (mandamentos).

 

5 Nós temos pecado, e cometido iniqüidade, e feito o mal, e nos afastado de tuas mitzvot (mandamentos) e de teus mishpatim (juízos).

 

6 e não ouvimos a teus servos os profetas (neviim) que falaram em Teu Nome aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos pais, e a todo o povo da Terra (de Yisrael).

 

7 Ó Adonai, a tsedakah (a justiça) pertence a Ti, mas a nós, a vergonha das nossas faces, como hoje se vê, e também aos homens de Yehudah, aos habitantes de Yerushalayim, e a todo o Yisrael, tanto aos que estão perto, quanto aos que estão longe, os quais foram espalhados por causa de toda a infidelidade com que procederam contra ti.

 

8 Ó Adonai, a nós, aos nossos reis, aos nossos princípes e aos nossos pais pertence a vergonha das nossas faces, porque nós temos pecado contra Ti.

 

9 A Adonai Eloheinu pertence as misericórdias e o perdão, pois nós temos nos rebelado contra ele.

 

10 Nós não temos obedecido a Voz de YHWH Eloheinu para andar na Sua Torah, a qual Ele nos deu por meio de seus servos os profetas.

 

11 Todo o Yisrael transgrediu a Tua Torah (passou para além dos Seus limites de sua proteção), e desviou-se, para que que não viesse a obedecer a Tua Voz. Por esta razão, a maldição (a calamidade) e a imprecação derramou-se sobre nós, de acordo com tudo o que está escrito na Torah de Moshe, servo de D''s, porque temos pecado contra Ele,

 

12 e por isso Ele confirmou Suas Palavras que falou contra nós, e contra nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós grande mal, o qual nunca sucedeu debaixo do céu como à Yerushalayim.

 

13 Como está escrito na Torah de Moshe, assim todo este mal veio sobre nós, e ainda assim não oramos diante de YHWH Eloheinu, nem nos convertermos (shuv - mudamos de direção de vida, nos apartando) de nossas iniqüidades, a fim de atentarmos (e considerarmos) a tua verdade (e fidelidade).

 

14 Por isso YHWH cuidou para que todo este mal viesse sobre nós. Pois YHWH Eloheinu é Tsadik (Justo) em todas as Suas obras que executa, pois não obedecemos a Sua voz.

 

15 E agora, ó Adonai Eloheinu, que tiraste o Teu povo da terra do Egito com mão poderosa, tornando o Teu Nome exaltado, como hoje se vê, nós temos pecado e agido iniqüamente.

 

Daniel reconheceu tanto o pecado quanto a culpa do seu povo (v.5), a qual, segundo a sua confissão, foi determinada tanto pela desobediência à Torah de Moshe (v.11), quanto pela desobediência aos profetas (v.6), os quais foram enviados pelo Eterno para exortarem o povo ao arrependimento (teshuvah) e retorno/conversão (shuv) a Ele "Bendito seja" e à Sua Santa Torah.

 

Daniel não procurou desculpas nem negações para o pecado de sua nação e do seu povo, mas procurou ser totalmente transparente diante de D''s em plena confissão, e assumiu a postura de um intercessor, na medida em que plenamente se identificou com todo o seu povo em todos os seus pecados, o que pode ser percebido pela utilização do pronome nós no transcorrer de toda a oração.

 

Sua oração expressa que Daniel tinha total consciência de que fora o pecado e desobediência do seu povo que trouxera sobre eles mesmos o juízo divino (v.11), juízo este cumprido através do cativeiro na Babilônia, o qual fora predito pelas palavras dos profetas, em confirmação à "Torah de Moshe", a qual ensina que o juízo Divino é trazido sempre que há perseverança na desobediência à Palavra de D''s. Ele reconheceu que a desobediência de Yisrael, tanto à Torah quanto aos Neviim, trouxera sobre Yisrael a vergonha das nossas faces (v.7), uma expressão idiomática referente a um profundo sentimento de vergonha, vergonha esta que trouxe sobre Daniel o espírito de arrependimento por identificação, e a necessidade de suplicar o perdão de D''s a favor de todo o seu povo.

 

A segunda parte da oração de Daniel, em Dn 9.16-19, é uma súplica pelas misericórdias de D''s, para que trouxesse perdão a Sua nação, e súplica pela graça (favor imerecido) de D''s, para que trouxesse restauração à Sua nação:

 

Daniel 9.16-19:

 

16 Ó Adonai, de acordo com todas as Tuas Justiças, (suplicamos que) aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Yerushalayim , o teu santo monte, pois por causa dos nossos pecados e das iniqüidades dos nossos pais é que Yerushalayim e o teu povo tornaram-se motivo de reprovação (e opróbrio) por todos os que estão ao redor de nós.

 

17 E agora, ouve, ó Eloheinu, a oração e as súplicas do teu servo, e por amor de Adonai, faze resplandecer o Teu rosto sobre o Teu santuário, que está desolado.

 

18 Ó meu D''s, inclina os Teus ouvidos e ouve, abre os Teus olhos e olha para a nossas desolações e para a cidade que é chamada pelo Teu nome. Pois suplicamos a ti, não firmados em nossas próprias justiças, mas sim em tuas grandes misericórdias.

 

19 Ó Adonai, perdoa; ó Adonai, ouve, e age sem detença, por amor de Ti mesmo, ó D''s, pois Tua cidade e o Teu povo são chamados pelo Teu Nome.

 

Daniel fez estas súplicas, firmado tanto nas justiças (tsedakah) (v.16ª), quanto nas misericórdias (rachamim) (v.18b) do próprio D''s. Daniel percebeu que não havia tsedakah em sua nação para determinar o perdão e a restauração de D''s (pois não havia mérito na nação para isto, muito pelo contrário, pois fora o pecado e a desobediência da nação que trouxera o juízo de D''s), mas que a base do perdão e favor Divinos seriam concedidos por teshuvah (arrependimento) dos pecados, e emunah (fé) em D''s (incluindo a fé no perdão, bem como nas justiças de D''s em cumprir as Suas promessas a favor do seu povo). A conclusão da oração de Daniel no v.19, expressa um profundo clamor, e agonizante intercessão a favor da restauração de sua nação: Ó Adonai, ouve; ó Adonai, perdoa; ó Adonai, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó D''s meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.

 

A chegada de Gabriel

 

Daniel 9.20-23:

 

20 Enquanto ainda falava e orava e confessava o meu pecado e o pecado do meu povo Yisrael, e prostava-me em súplicas diante de YHWH meu D''s, a favor do santo monte do meu D''s,

 

21 e enquanto falava (ainda) em oração, então o homem Gavriel, a quem observara em visão no princípio, veio voando rapidamente, e tocou-me por volta do sacrifício da tarde.

 

22 E querendo instruir-me, falou comigo, dizendo: ó Daniel, agora vim para trazer-te entendimento (a respeito dos tempos e épocas da redenção de Yisrael).

 

23 No princípio das tuas súplicas , a Palavra (de D''s) foi liberada, e então vim para fazer-te saber, pois és mui amado. Considera pois o assunto e entende a visão:

 

Enquanto Daniel intercedia fervorosamente pelo seu povo, foi interrompido (v.21). Ele aparentemente tinha a intenção de orar mais (v.20) quando Gabriel chegou. A interrupção veio pelo toque da mão do anjo Gabriel (v.21), à hora do sacrifício da tarde. Isto faz referência ao sacrifício diário da tarde que era oferecido enquanto o Beit haMikdash (o Templo de YHWH em Yerushalayim) permanecia, mostrando o profundo desejo de Daniel pelo retorno do cativeiro e pela restauração do Templo pois estava orando na hora do sacrifício.

 

Os versículos subseqüentes vão mostrar que os propósitos do envio de Gabriel por YHWH foram:

 

  1. Corrigir o entendimento de Daniel quanto ao tempo do estabelecimento do Reino Messiânico.
  2. Apresentar a revelação de D''s, quanto ao tempo da vinda do Messias.

 

O Decreto dos 70 Shavuim (70 Semanas)

 

A profecia entregue por Gabriel a Daniel, de acordo com Dn 9.24a, inicia dizendo: "Setenta shavuim estão decretados sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade...".

 

Neste versículo, aparece a palavra hebraica shavuim, plural da palavra shavua. Esta palavra é utilizada no Tanach como um período de "sete". De acordo com a Strong’s Concordance, esta palavra pode se referir a um período de sete de qualquer coisa, seja de dias, ou semanas, ou meses, ou anos, etc, sendo que será o contexto que determinará o significado do período. Aqui, é evidente que Daniel estava pensando em termos de anos - especificamente a respeito dos 70 anos do cativeiro. Como Daniel entendeu pelo Tanach que o cativeiro duraria 70 anos, passou a supor também que o Reino Messiânico seria estabelecido depois destes 70 anos, ou seja, nos seus dias. Mas então veio o anjo Gabriel, para dizer a Daniel que o Reino do Messias, não viria depois daqueles 70 anos de cativeiro, mas sim depois de 70 Shavuim (70 Setes), ou seja, pelo contexto, depois de 70 setes de anos, perfazendo um total de 490 anos (70 vezes sete).

 

Este período de 490 anos fora decretado sobre o povo de Daniel -- o povo Judeu, e sobre a santa cidade de Yerushalayim. A palavra hebraica traduzida por "decretados" é chatak (02852), que de acordo com a Concordância de Strong, assume no tempo Niphal (o qual é utilizado neste versículo, com respeito a este verbo) o significado de "estar determinado".

 

Nos capítulos 2, 7 e 8, D''s revelou a Daniel o tempo da história da humanidade em que as nações gentílicas teriam um papel dominante sobre o povo Judeu (chamado de tempo dos gentios). Este longo período, que começou com o Império Babilônico, irá terminar com o estabelecimento do Reino do Messias. Então, foi dito ao profeta, que durante todo o tempo dos gentios, haveria 490 anos que seriam contados para o cumprimento da restauração final de Yisrael e para o estabelecimento do Reino do Messias.

 

O ponto focal deste período de 70 setes de anos seria "o teu povo... (e) a tua santa cidade". O povo do profeta Daniel é o povo Judeu, e a sua santa cidade é a cidade de Yerushalayim (Jerusalém). Embora tivesse passado a maior parte dos seus dias na Babilônia, a mensagem de YHWH através do anjo era que a cidade de Daniel era Yerushalayim. Isto mostra que na ótica de YHWH, a cidade do povo de Israel sempre será Yerushalayim, esteja onde estiver.

 

O Propósito dos 70 Shavuim

 

Daniel 9.24:

 

24 Setenta shavuim estão decretados sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para acabar a transgressão, para dar fim aos pecados, para fazer expiação da iniqüidade, para trazer uma Era de Justiça,

 

Foi dito a Daniel por Gabriel, que os 70 Shavuim (70 Setes) eram para levar a cabo seis propósitos:

 

Primeiro propósito: acabar a transgressão

A palavra hebraica traduzida por acabar é kala (03607), e também significa restringir firmemente e restringir completamente.

 

A palavra hebraica traduzida por transgressão é pesha (06588), sendo uma palavra muito forte com respeito ao pecado, e de maneira mais literal, significa rebelião. O texto hebraico tem esta palavra com o artigo definido (ha), de modo que literalmente significa a rebelião ou a trangressão. O ponto chave é que algum ato específico de rebelião será completamente dominado e levado a um fim. Este ato de transgressão será posto sobre controle completo, de modo que não mais florescerá. A apostasia de "Yisrael" será firmemente restringida e extinta.

 

Segundo propósito: dar fim aos pecados

A palavra hebraica traduzida por pecado é chatah (02403). Esta palavra significa errar o alvo. Ela se refere aos pecados da vida diária. A profecia está dizendo que mesmo estes pecados serão levados a um fim. Isto com certeza está de acordo com outras profecias que afirmam que no Reino Messiânico o Chatah será removido de Yisrael (veja por exemplo, Ezequiel 36.24-31).

 

Terceiro propósito: fazer expiação da iniqüidade

A palavra hebraica traduzida por fazer expiação é kaphar (03722), e aparece em vários trechos do Tanach no mesmo tempo verbal (Piel) tendo o mesmo significado [exemplos: Vayikra (Levítico) 16.10,20,27,34]. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra kippur (03725), conhecida por formar a palavra referente ao encontro anual com YHWH (moed) conhecido no Tanach como Yom haKippurim [Dia das Expiações - Vayikra (Levítico) 23.27 e 25.9], quando o Cohen haGadol entrava no Kodesh haKadashim (Santo dos Santos) para aspergir o sangue da oferta pelo pecado sobre o Kapporeth (03727), a favor de toda a nação de Yisrael (ler Vayikra [Levítico] 16).

 

A palavra hebraica traduzida por iniqüidade é avon (05771), e se refere ao pecado interior. Este termo é conhecido por alguns como natureza pecaminosa e entre o povo Judeu, o termo é mais comumente conhecido por yetzer hara (má inclinação).

 

Deste modo, o terceiro propósito dos 70 Shavuim, é que, de alguma forma, seja feita a expiação pela iniqüidade.

 

Quarto propósito: trazer uma Era de Justiça

A palavra traduzida por Era é olam (05769) e embora também possa significar algo para sempre, é melhor traduzida aqui por Era, na medida que esta Era de Justiça a respeito da qual o trecho se refere é a própria Era Messiânica (ou Reino do Messias), confirmado pelos profetas (ver por exemplo Isaías 11.1-9, a respeito do futuro Reino do Messias, descrito no trecho como um Reino firmado na Justiça). É exatamente esta Era Messiânica que Daniel esperava ver estabelecida ao fim daqueles 70 anos de cativeiro, sendo-lhe revelado, no entanto, que ela viria somente após a contagem de 490 anos de entre os tempos dos gentios.

 

Quinto propósito: selar a visão e a profecia

A palavra hebraica traduzida por selar, a saber, a palavra chatam (02856) transmite a idéia, pelo contexto, de cumprir completamente ou fazer cessar. Assim, a visão e a profecia serão completamente cumpridas. Chegará o dia que todas as profecias da Palavra de D''s serão cumpridas e por isso, elas cessarão.

 

Sexto propósito: ungir o Santo dos Santos

Certamente que isso é uma referência ao Beit haMikdash (Templo) que será construído quando o Messias vir (Zc 6.12,13), e à vinda da Shekinah (Presença) e da Kavod (Glória) de YHWH para este Templo.

 

O Início da Contagem dos 70 Shavuim

 

Daniel 9.25:

 

25 Sabe, então, e entende: desde a liberação da ordem para restaurar e edificar Yerushalayim até Mashiach, Princípe, sete shavuim e sessenta e dois shavuim...

 

Foi dito claramente a Daniel quando os 70 Setes deveriam começar a ser contados. Gabriel disse "Sabe, então, e entende: desde a liberação da palavra para restaurar e edificar Yerushalayim...". Os 70 setes se iniciariam com um decreto relativo à reconstrução da cidade de Jerusalém. Dos registros históricos e bíblicos, temos os seguintes decretos relacionados com a restauração do povo Judeu do cativeiro babilônico:

 

O decreto de Ciro, entre 538 e 536 A.E.C. (B.C.E) relativo a reconstrução do Templo, conforme 2 Crônicas 36.22,23 e Esdras 1.1-4.

 

O decreto de Dario Hispates, por volta de 521 A.E.C., conforme Esdras 6.6-12, que foi uma reafirmação do decreto de Ciro, a fim de que a reedificação do Templo continuasse.

 

O decreto de Artaxerxes para Esdras, por volta de 458 A.E.C., conforme Esdras 7.11-26, para que a adoração do Templo continuasse.

 

O decreto de Artaxerxes para Neemias, por volta de 444 A.E.C, conforme Neemias 2.1-8, autorizando a reedificação da cidade de Jerusalém.

 

Enquanto os três primeiros decretos estão relacionados com a reedificação do Templo e a continuidade de sua adoração, o quarto decreto é específico à restauração da cidade de Jerusalém, donde concluímos que o decreto de restauração da cidade de Jerusalém do cativeiro babilônico é o de Artaxerxes por volta de 444 A.E.C., conforme Neemias 2.1-8. Deste modo, foi com a emissão deste decreto que foi iniciada a contagem dos 70 Setes.

 

Os Primeiros 69 Shavuim (69 Setes)

 

Daniel 9.25:

 

25 Sabe, então, e entende: desde a liberação da ordem para restaurar e edificar Yerushalayim até Mashiach, Princípe, sete shavuim e sessenta e dois shavuim. As ruas e fossos serão reedificados, porém em tempos de aflição.

 

Os 70 Shavuim (70 Setes) são divididos em três blocos - 7 Setes, 62 Setes e 1 Sete. Durante o primeiro período de 7 Setes, ou seja, de 7 x 7 = 49 anos, Jerusalém seria reedificada, porém em tempos angustiosos. O segundo bloco de tempo (62 Setes = 62 x 7 = 434 anos) seguiram imediatamente o primeiro bloco, totalizando então os dois primeiros blocos 69 Setes = 69 x 7 = 483 anos.

 

Então a profecia nos diz o ponto de fim dos 69 Setes: "até Mashiach, Princípe". Assim, esta profecia nos ensina claramente que 483 anos depois da emissão do decreto para reedificação da cidade de Jerusalém, Mashiach estaria aqui na terra.

 

Os Eventos entre o 69º Sete e o 70º Sete

 

Daniel 9.26:

 

26 E depois das sessenta e duas semanas será cortado Mashiach e não estará. E a cidade e o santuário serão destruídos por um povo de um princípe que ainda virá, e o fim da cidade será avassalador (como num dilúvio) e até o (tempo do) fim guerras e destruições estão determinadas.

 

Embora o primeiro e o segundo bloco de Setes tenham sidos subseqüentes, a Escritura ensina que o terceiro bloco de Sete não seguiria imediatamente o segundo bloco. De acordo com o v.26, três coisas deveriam ocorrer depois do segundo bloco de setes e antes do início do terceiro bloco.

 

A primeira coisa que a Escritura ensina que ocorreria depois do fim do segundo bloco de Setes é que Mashiach seria cortado e já não estaria. A palavra hebraica traduzida por cortado é karat (03772). Esta palavra assume em outros trechos da Escritura o significado de morrer e perecer (ver por exemplo Lv 17.14). A Escritura é clara ao ensinar que após o fim do segundo bloco de Setes, Mashiach seria morto.

 

A segunda coisa que a Escritura ensina que ocorreria depois é que "a cidade (de Yerushalayim) e o santuário serão destruídos pelo povo de um princípe que ainda virá, e o fim da cidade será avassalador (como num dilúvio)".

 

O Tanach está mostrando que a cidade de Jerusalém, que seria reedificada a partir do decreto que iniciaria a contagem dos 70 Setes, seria destruída, bem como o seu Templo, novamente. Assim, algum tempo depois que o Messias fosse morto, a cidade de Jerusalém e o seu Templo sofreriam outra destruição.

 

Nosso conhecimento de história quanto a este período é extremamente acurado e claro: o povo responsável pela destruição da cidade e do Templo foram os romanos, e esta destruição ocorreu em 70 E.C. (C.E.). De acordo com este versículo, Mashiach deveria vir e morrer antes do ano 70 E.C.

 

A segunda coisa que a Escritura ensina que ocorreria é que "até o (tempo do) fim guerras e destruições estão determinadas". Isto mostra que depois da destruição de Jerusalém em 70 E.C. no tempo que restasse entre o 69º Sete e o 70º Sete, a terra de Yisrael seria caracterizada por um estado de ausência de shalom, por meio de conflitos e desolações e guerras. Isto seria a preparação para o fim, o 70º Sete.

 

O 70º Sete

 

Daniel 9.27:

 

27 E ele confirmará uma aliança (b'rit) com muitos por um sete (shavua), e na metade do sete ele fará cessar o sacrifício e oferta, e como sobre asas, (virá) o abominável da desolação, até que no fim, a destruição venha sobre ele.

 

No tempo atual, o 70º Sete, ou seja, os últimos sete anos da profecia de Daniel ainda estão para se cumprirem.

 

Estamos vivendo o hoje no intervalo de contagem entre o 69º Sete e o 70º Sete. Os seis propósitos dos 70 Setes da profecia de Daniel, descritos em Dn 9.24, só estarão plenamente cumpridos a favor de Yisrael depois do cumprimento do 70º Sete.

 

Entretanto, a profecia é clara em primeiro lugar para indicar quando o último Sete de anos proféticos começarão a serem contados: com a assinatura de uma aliança (tratado) entre Yisrael e um líder político maior de entre as nações, representativo do antigo império romano (o qual hoje está sendo re-agrupado de uma forma incomum através da Comunidade Européia).

 

Em segundo lugar, a profecia ensina que na metade deste período de Sete, ou seja três anos e meio depois, este líder gentio irá quebrar a sua aliança com Yisrael e fazer com que a adoração e os sacrifícios no Templo cessem (a implicação disso é que haverá um tempo no futuro em que o Templo será reconstruído voltando a ser restabelecido, bem como todos os sacrifícios de acordo com a Torah, mas que, algum tempo depois, todo o funcionamento do Templo será interrompido à força deste líder gentio).

 

Em terceiro lugar, depois desta interrupção da adoração e sacrifício no Templo, o mesmo se tornará abominável. A palavra hebraica traduzida por abominação (shikitz - 08251) é utilizada em outros trechos do Tanach com respeito a abominação referente aos ídolos e à idolatria (com todas as suas imagens). Assim foi nos dias de Antíoco Epifânio, e assim será no futuro, quando este líder gentio irá tornar o Templo abominável por meio da idolatria.

 

Em quarto lugar, a Escritura ensina que depois desta quebra de aliança, interrupção cerimonial  e abominações no Templo, um período de grande ira, perseguição e desolação virá durante os três anos e meio seguintes. Este período é conhecido no Tanach como tempo de angústia para Yacov [Yirmeyahu (Jeremias) 30.6](ler a profecia de Jeremias 30.1-9).

 

Por fim, a profecia ensina que ao final deste 70º Sete, esse líder gentio será destruído e o Reino Messiânico será estabelecido, cumprindo-se então tudo aquilo que foi explicado em Daniel 9.14, com respeito aos propósitos de D''s para com Yisrael.

 

É evidente que o Reino Messiânico irá requerer Mashiach governando como Rei. Isso significa que Mashiach se manifestará ao final do 70º Sete. No entanto, esta profecia do livro de Daniel ensina que Mashiach seria morto depois do 69º Sete. Isto seria uma contradição, ao menos que Daniel estivesse falando em duas manifestações de Mashiach, sendo que a última será para estabelecer o Reino Messiânico. No entanto, como ele foi morto após o 69º Sete, isso certamente implica na sua ressurreição.

 

Conclusões

 

Esta tremenda profecia do livro de Daniel é muito clara em todos os seus aspectos. Primeiro, ela ensina que Mashiach esteve sobre a Terra 483 anos depois do decreto para a recontrução de Jerusalém. Segundo, depois desta manifestação messiânica, ele foi morto. Terceiro, sua morte ocorreu antes da destruição de Jerusalém e do Templo em 70 C.E. Quarto, o tempo depois da destruição de Jerusalém e do Templo, deve seguir com uma ausência de shalom permanente sobre Yisrael até o início do 70º Sete. Quinto, o 70º Sete será iniciado com a assinatura de uma aliança entre Yisrael e um líder político maior de entre os gentios. Sexto, na metade deste 70º Sete a aliança será rompida, cessarão os sacrifícios do Templo, abominação estará no Templo, seguindo-se de um período de grande perseguição. Sétimo, ao fim do 70º Sete, o líder gentio será destruído e o Reino Messiânico estabelecido. Para isto ocorrer, Mashiach, que foi morto, deve novamente se manifestar.

 

Se as profecias do livro de Daniel estão corretas, Mashiach veio e morreu. Se estas profecias estão corretas, não há outra opção para quem seja Mashiach, a não ser Yeshua de Natzeret (Jesus de Nazaré). Se elas estão corretas, Yeshua está destinado a voltar e estabelecer o Reino Messiânico, na qualidade de Melech haMashiach Ben David.

 

Nota 1: Para um melhor entendimento da questão: Como o povo de Israel fará sacrifícios, após a destrução do segundo Templo, se até o presente momento não há outro Templo erguido em lugar do segundo?

 

Conforme alguns estudiosos, por ocasião da aliança descrita em Daniel 9.27, será erquido um templo, (provisório), não com a glória do descrito pelo profeta Yechezkel (Ezequiel 40-48). Será o 3º, possivelmente,  e como resultado da aliança/acordo feito com Israel,  como descrita por Daniel 9.27.

 

O líder mundial que se levantará, será em um angustioso tempo de crise, pois esta profecia de Daniel está intimamente ligada com o que os demais profetas descrevem como DIA DE YHWH, (Jeremias 46:10; Ezequiel 30:3; 13:5; Sofonias 1:7,14; Joel 1:15; 2:1; 3:14 e Obadias v.15.)

 

Em tais circunstâncias mundiais, também descrito como "um tempo de angustia para jacó" o tal líder terá um status de "messias" para a humanidade,  até mesmo a liderança de Israel será enganada. Pois pela ardente expectativa de paz, já muitos acordos foram feitos.

 

Esse líder, na verdade será um falso e antimessias, quando profanar o templo com suas abominações quebranda a aliança de SHALOM, passará a perseguir terrivelmente tanto aos judeus como aos crentes. Após esse tempo, virá o verdadeiro Messias,  nosso tão esperado Hamashiah ou a Era de Moshiach como ensinado.

 

O templo definitivo, cujas características são descritas pelo profeta Yechezkel (Ezequiel 40-48), o qual será o 4º,   erguer-se-á sob a liderança do Mashiach de Israel, Melech haMashiach Ben David, por ocasião de sua segunda vinda, quando retornar sobre nós (o povo de Israel) como  "chuva serodia" conforme Oséias 5:15 e 6:1-3.

 

Este último templo será o centro da adoração, durante o seu reino Milenial, quando então será estabelecida a verdadeira paz, que permeará toda a terra. Tudo pelo agência do Sar Shalom, o Principe da Paz. (Yeshayahu (Isaías 11 e 65).

 

Oséias 5:15

"Irei, e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles aflitos, ansiosamente me buscarão." 

 

Oséias 6:1-3

 "Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e no-la atará.   

 Depois de dois dias nos ressuscitará: ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele. (Porque mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem.  Salmo 90:4).

 

"Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra".

 

Nota 2: A contagem dos 483 anos deve ser feita pelo calendário de YHWH (que é lunar) e não pelo calendário romano (o qual é solar). Estes 483 anos lunares correspondem a proximadamente 474 anos solares.

 

 

Bibliografia

 

Anderson, Sir Robert. The Coming Prince. London: Hodder and Stoughton, 1909.

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Brenton, Sir Lancelot C. L. , Septuagint With Apocrypha Greek and English. Peabody: Hendrickson, 1986.

Brown, Dr. Francis, Driver, Dr. S.R., and Briggs, Dr. Charles A. A Hebrew and English Lexicon of the Old Testament. Oxford: The Clarendon Press: 1966.

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Fruchtenbaum, Arnold G. The Messianic Time Table According to Daniel the Prophet. Ariel Ministries.

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Hatch, Edwin and Redpath, Henry A. A Concordance to the Septuagint : And the Other Greek Versions of the Old Testament. Grand Rapids: Baker Book House.2nd Edition, 1998.

Strong, James. Exhaustive Concordance of the Bible. Peabody: World Bible Publishers, 1980

Mansoor, Menahem. Biblical Hebrew Step By Step, Vols 1 e 2. Grand Rapids: Baker Book House, 2nd edition, 1979.

Moore, Philip Nicholas. The End of History - Messiah Conspiracy. Atlanta: The Conspiracy Inc., 1st Edition, 1996.

 

 

 

Messianic Time Table According to Daniel the Prophet

 

 

By: Arnold G. Fruchtenbaum

 

 

More than any other book of the Hebrew Scriptures, the writings of the prophet Daniel confront us with evidence of the time of Messiah's coming--evidence that many people would rather not see. But it is there and cannot be ignored.

That Daniel was indeed a prophet is well substantiated. He accurately prophesied the rise of the Medo-Persian, Greek and Roman empires even at a time when the Babylonian Empire, which preceded them all, was at its height. He accurately predicted the fortunes, conflicts, wars and conspiracies of the two kingdoms of Syria and Egypt between the fracturing of the Greek Empire and the conquest by Rome. He prophesied the role of the Maccabees during this period. It is Daniel's detailed accuracy in his prophecies that has caused many critics to try to give a late date to the book of Daniel, although no evidence has been discovered that would negate the book's composition at the time that it claims to have been written. At the very latest, the book was completed around 530 B.C.E.

The purpose of this article is to discuss in some detail verses 24-27 of Daniel nine. However, it will be wise to survey the entire chapter in order to see what engendered the prophecy of when Messiah would come.

The Background--Daniel 9:1-2

The date for Daniel's prophesy is "the first year of Darius," which means that it occurred in the year 539 B. C. E., about 66 or 67 years after the Jews initially went into exile to Babylonia.

It was on this occasion, Daniel stated, that he was studying the Scriptures; and from these Scriptures he came to understand that the number of years for the completion of the desolations of Jerusalem was almost over, since the duration was to be 70 years. Daniel mentioned that he was studying "books," and we can see for one that he had been studying the writings of Jeremiah; the lives of Jeremiah and Daniel did overlap to some extent.

 

 

On two occasions (Jeremiah 25:10-14, 29:10-14) Jeremiah predicted that the captivity and desolation of Jerusalem would last 70 years. What other books Daniel may have been studying we cannot know with certainty. But there are some strong possibilities that he also studied the book of Isaiah, since Isaiah actually named Cyrus as the one who would permit the Jews to return (Isaiah 44:28-45:1).

 

 

Furthermore, there are other writings in Moses and the Prophets that spelled out some specific conditions for the establishment of the messianic kingdom, and Daniel may have looked at some of these as well (Leviticus 26:40-43, 1 Kings 8:46-53, Jeremiah 3:12-18, Hosea 5:15-6:3). These passages emphasize that Israel as a nation must repent and confess sin prior to the establishment of any kingdom of the Messiah.

Reckoning the 70 years from the year 605 (when the Jews went into exile) would bring the end of the 70 years to 536 B.C.E. Daniel realized that the captivity had only about three years to go.

But Daniel not only expected the captivity to end after 70 years, he also expected a final termination of any possibility of future desolations for Jerusalem. He had acted as if the messianic kingdom were about to occur: since the Word of God was to be established on the basis of prayer, he prayed; and realizing that the prerequisite was the confession of national sin, he confessed the sins of Israel.

Daniel's Prayer--Daniel 9:3-19

Daniel's detailed prayer can be divided into two portions. The first (verses 3-14) is the confession of sin. Daniel acknowledged both sin and guilt, which had been incurred in two ways--first by disobedience to the Law of Moses, and secondly by disobedience to the prophets who came after Moses. Daniel neither denied the sin of his nation nor his own sin, and by the use of the pronoun "we," Daniel fully identified with all Jewish people in their sins. He did not see sin as merely a bad habit, but as something ingrained in the people that had brought on divine judgment.

 

 

This disobedience to both the Law and the Prophets caused Israel "confusion of face," an idiom meaning a sense of shame. It also resulted in the need for forgiveness. Here Daniel confessed that to God belong forgiveness and mercy, and that forgiveness was needed. Daniel concluded the first part of his prayer by describing the punishment for sin and guilt. That punishment, captivity in Babylon, confirmed the words of the prophets who had predicted it and confirmed the Law of Moses, which taught that divine judgment would come as a result of disobedience.

The second part of the prayer (verses 15-19) is a plea for mercy. Daniel made his plea on the basis of righteousness--not Israel's, but God's righteousness. He also pleaded for mercy on the basis of God's grace, for Israel did not merit mercy; but the grace of God was (and is) able to extend it anyway. Furthermore, the righteousness of God required him to fulfill his promises, and therefore he should do so at the end of the 70-year period. The conclusion of Daniel's prayer is very dramatic: "O Lord, hear; O Lord, forgive; O Lord, hearken and do; defer not, for thine own sake, O my God; because thy city and thy people are called by thy name."

The Arrival of Gabriel--Daniel 9:20-23

Then, while Daniel was presenting his supplications, he was interrupted. He apparently had intended to say more, when Gabriel arrived. The interruption came by the touch of the angel's hand, "about the time of the evening oblation." This refers to the daily, regular evening sacrifice that was offered while the temple stood. Although it had not been practiced for seven decades, Daniel showed his longing for the return from captivity and for the rebuilding of the temple by remembering the sacrifice.

Gabriel told Daniel that the purpose of his visit was (1) to correct Daniel's misunderstanding concerning when the messianic kingdom would be set up and (2) to present God's revelation, which contained a timetable for Messiah's coming.

The Decree of the 70 Sevens--Daniel 9:24a

Gabriel's prophecy to Daniel began with the words, "Seventy sevens are decreed upon thy people and upon thy holy city..."

Many English versions have translated the phrase to read "seventy weeks." But this translation is not totally accurate and has caused some confusion about the meaning of the passage. Most Jews know the Hebrew for "weeks" because of the observance of the Feast of Weeks, and that Hebrew word is shavuot. However, the word that appears in the Hebrew text is shavuim, which means "sevens." The word refers to a "seven" of anything, and the context determines the content of the seven.

Here it is obvious Daniel had been thinking in terms of years--specifically the 70 years of captivity. Daniel had assumed that the captivity would end after 70 years and that the kingdom would be established after 70 years. But here Gabriel was using a play upon words in the Hebrew text, pointing out that insofar as Messiah's kingdom was concerned, it was not "70 years," but "70 sevens of years," a total of 490 years (70 times seven).

This period of 490 years had been "decreed" over the Jewish people and over the holy city of Jerusalem. The Hebrew word translated "decreed" literally means "to cut off" or "to determine." In chapters 2, 7 and 8, God revealed to Daniel the course of future world history in which gentiles would have a dominant role over the Jewish people.

 

 

This lengthy period, which began with the Babylonian Empire to continue until the establishment of Messiah's kingdom, is for that reason often referred to as the "Times of the Gentiles." Now the prophet was told that a total of 490 years was to be "cut out" of the Times of the Gentiles, and a 490-year period had been "determined" or "decreed" for the accomplishment of the final restoration of Israel and the establishment of Messiah's kingdom.

The focus of the program of the 70 sevens was "thy people and...thy holy city." The "people" were Daniel's people, the Jewish people, and the city was Daniel's city, Jerusalem. Though he had spent the vast majority of his life in the city of Babylon, Jerusalem was still Daniel's city. For Jews, whether they are in the land or outside the land, their city is always Jerusalem and not any other.

The Purpose of the 70 Sevens--Daniel 9:24b

Daniel was next told by Gabriel that the 70 sevens are to accomplish six purposes. The first is to finish transgression. The Hebrew word translated "to finish" means "to restrain firmly," "to restrain completely" or "to bring to completion." The Hebrew word translated "transgression" is a very strong word for sin and more literally means "to rebel." The Hebrew text has this word with the definite article, so literally it means "the transgression," or "the rebellion."

 

 

The point is that some specific act of rebellion is finally going to be completely restrained and brought to an end. This act of rebellion or transgression is to come under complete control so that it will no longer flourish. Israel's apostasy is now to be firmly restrained, in keeping with a similar prediction in Isaiah 59:20.

The second purpose of the 70 sevens is to make an end of sins. The Hebrew word translated "to make an end" literally means "to seal up" or "to shut up in prison." It means to be securely kept, locked up, not allowed to roam at random. The Hebrew word translated as "sins" literally means "to miss the mark." It refers to sins of daily life, rather than to one specific sin. Even these sins are to be put to an end and taken away. This, too, is quite in keeping with predictions by the prophets that proclaim that in the messianic kingdom, sinning would cease from Israel (Isaiah 27:9, Ezekiel 36:25-27, 37:23, Jeremiah 31:31-34).

The third purpose is to make reconciliation for iniquity. The Hebrew word translated "to make reconciliation" is "kaphar," which has the same root meaning as the word "kippur," as in Yom Kippur. The word "kaphar" literally means "to make atonement." The third purpose, then, is to make atonement in some way for iniquity. In fact, it is by means of this atonement that the first two purposes will also be accomplished, that of finishing the transgression and making an end of sins. The word translated "iniquity" refers to inward sin. This has sometimes been referred to as the sin nature, or perhaps a more common term among Jewish people would be yetzer hara," the evil inclination."

The fourth purpose of the 70 sevens is to bring in everlasting righteousness. More literally this could be translated "to bring in an age of righteousness," since the Hebrew "olam" is better translated as "age" rather than as "everlasting." This age of righteousness is to be the messianic kingdom spoken of in the Prophets (Isaiah 1:26, 11:2-5, 32:17; Jeremiah 23:5-6, 33:15-18). It is this very age that Daniel had been expecting to see established after the 70 years of captivity, but now he is told that will only be after the 490-year period.

The fifth purpose is to seal up vision and prophecy. Here Daniel used a word which means "to shut up." So "to seal up" means to cause a cessation or to completely fulfill. Thus, vision and prophecy are to be completely fulfilled." Vision" is a reference to oral prophecy, while "prophecy" refers to written prophecy. Both oral and written prophecy will cease with the final fulfillment of all revelations.

The final purpose of the 70 sevens is to anoint the most holy. A better translation here would be "to anoint a most holy place." This is a reference to the Jewish temple which is to be rebuilt when Messiah comes. It refers to the same temple that Daniel's contemporary, Ezekiel, described in great detail (Ezekiel 40-48).

The Start of the 70 Sevens--Daniel 9:25a

Daniel was clearly told when the 70 sevens would begin their countdown. Gabriel said, "Know therefore and discern, that from the going forth of the commandment to restore and to build Jerusalem...." The 70 sevens would begin with a decree involving the rebuilding of the city of Jerusalem. Not everything in Persian chronology is as clear as we would like to have it, and there are still some gaps in our knowledge of history. But from what biblical and historical records we do have, there are four possible answers to the question of which decree the passage refers to.

One is the decree of Cyrus, issued somewhere between 538-536 B.C.E., which concerned the rebuilding of the Temple (2 Chronicles 36:22-23, Ezra 1:1-4,6:1-5) and of the city of Jerusalem (Isaiah 44:28,45:13). Another option is the decree of Darius Hystaspes (Ezra 6:6-12), issued in the year 521 B.C.E.; it was a reaffirmation of the decree of Cyrus. A third possibility is the decree of Artaxerxes to Ezra (Ezra 7:11-26) issued in 458 B.C.E., which contained permission to proceed with the temple service. The last option is the decree of Artaxerxes to Nehemiah (Nehemiah 2:1-8), issued in the year 444 B.C.E. This decree specifically concerned the rebuilding of the walls around Jerusalem. Of these four possibilities, only the first and fourth are valid in fulfilling the wording Gabriel gave to Daniel. It goes beyond the purpose of this article to deal with the various arguments of either option, but one thing is certain: by the year 444 B.C.E., the countdown of the 70 sevens had begun.

The First 69 Sevens--Daniel 9:25b

The 70 sevens are divided into three separate units--seven sevens, 62 sevens and one seven. During the first time period (49 years) Jerusalem would be "built again, with street and moat, even in troublous times." The second block of time (62 sevens, a total of 434 years) immediately followed the first for a total of 69 sevens, or 483 years.

It is at this point that we are told what the ending point is of the 69 sevens: "unto Messiah the Prince." As clearly as Daniel could have stated it, he taught that 483 years after the decree to rebuild Jerusalem had been issued, Messiah would be here on earth.

The obvious conclusion is this: If Messiah was not on earth 483 years after a decree was issued to rebuild Jerusalem, then Daniel was a false prophet and his book has no business being in the Hebrew Scriptures. But if Daniel was correct and his prophecy was fulfilled, then who was the Messiah of whom he spoke?

The Events Between the 69th Seven and the 70th Seven--Daniel 9:26

Whereas the second subdivision of the 70 sevens was to immediately follow the first, the third subdivision was not immediately to follow the second. Daniel pointed out (in verse 26) that three things would occur after this second subdivision and before the third one.

Stepping back in time and looking ahead from Daniel's perspective in verse 26, we see first that "the Messiah shall be cut off and shall have nothing." The Hebrew word translated "cut off" is the common word used in the Mosaic Law and simply means "to be killed." The implication of the term is that the Messiah would not only be killed, but he would die a penal death by execution.

 

 

The Hebrew expression translated "and shall have nothing" has two meanings. It may mean "nothingness," emphasizing Messiah's state at death. It can also be translated "but not for himself," and the meaning would then be that he died for others rather than for himself, a substitutionary death. The latter meaning would be much more consistent with what the Prophets had to say about the reason for Messiah's death (e.g. Isaiah 53:1-12).

The first three purposes of the 70 sevens--to finish transgression, to make an end of sins, to make reconciliation for iniquity--have to be accomplished by an atonement. The Law of Moses decreed that atonement is made by blood (Leviticus 17:11). It appears that Messiah's death "not for himself" but for others would be the means by which Israel's transgression, sins and iniquity would be atoned for. The point of this phrase is that between the end of the second subdivision (the 69th seven) and before the start of the 70th seven, Messiah would be killed and would die a penal, substitutionary death.

Secondly, during this interim period it would also happen that "the people of the prince that shall come shall destroy the city and the sanctuary; and the end thereof shall be with a flood...." The city and the temple that were to be rebuilt because of the decree by which the 70 sevens began would now be destroyed. So sometime after the Messiah was cut off, Jerusalem and the temple would suffer another destruction.

 

 

Our knowledge of history during this period is extremely clear: the people responsible for this deed were the Romans, and Jerusalem and the temple were destroyed in year 70 C. E. Based upon this verse, it is also clear that the Messiah should have both come and died prior to the year 70 C.E. If such an event did not take place, then Daniel was a false prophet. If such an event did occur, then the question must be answered, who was that Messiah who was killed before 70 C.E.?

The third thing to take note of would be, "and even unto the end shall be war; desolations are determined." For the remainder of the interval between the 69th seven and the 70th seven, the land would be characterized by war, and its resulting condition would be desolation. All this would set the stage for the final, or 70th, seven.

The 70th Seven--Daniel 9:27

From where we stand in time today, the last seven years of Daniel's prophecy are still prophetic, still future, but it is with their conclusion that all six purposes of verse 24 will reach their fulfillment. The verse's main points are as follows:

 

 

First, the 70th seven will begin only with the signing of a seven-year covenant or treaty between Israel and a major gentile political leader.

 

 

Secondly, in the middle of that period, that is, after 3 1/2 years, this gentile leader will break his treaty with Israel and cause a cessation of the sacrificial system. The implication here is that by this time a temple in Jerusalem will have been rebuilt again and the sacrificial system of Moses re-instituted, but then will be forcefully ceased.

 

Thirdly, the result of the breaking of this covenant is that the temple will now be abominated. The " abomination" refers to an image or an idol.

 

 

 

As it was in the days of Antiochus Epiphanes, so it will be again in the future when a gentile ruler will abominate the temple by means of idolatry. Fourthly, the abomination is to be followed by wrath and desolation, persecution and warfare, for the remaining half of the 70th seven (the final 3 1/2 years). This is similar to the trials and tribulations the rabbis spoke of as preparation for the establishment of the messianic kingdom.

 

These terrible days were referred to as "the footsteps of the Messiah." But once those days have run their course, the last three things predicted in verse 24 will occur: After this period the age of righteousness will be brought in, in which the most holy place will be anointed and every vision and prophecy be fulfilled. At this point the messianic kingdom for which the prophet Daniel yearned will be set up.

 

 

 

Obviously, the messianic kingdom requires the Messiah to rule as king. This means the Messiah will come after the 70th seven. Yet earlier Daniel stated that the Messiah would come and be killed after the 69th seven. This would appear to be a contradiction unless Daniel was speaking of two comings of the Messiah.

 

The first time was to be after the 69th seven, when he would die a penal, substitutionary death for the sins of Israel and accomplish the first three purposes listed in verse 24. The second time was to be after the 70th seven (still future), when he will establish the messianic kingdom and accomplish the last three things of verse 24. There is also an important implication here that should not be missed.

 

The Messiah would be killed after his first coming. Yet he would be alive at his second coming. The implication is that the Messiah would be resurrected from the dead after he was killed.

 

 

 

Conclusions

 

 

This dramatic prophecy features certain things in very clear and unmistakable terms.

First, the Messiah was to be on earth 483 years after the decree to rebuild Jerusalem.

Secondly, after his appearance on earth he was to be killed, not for his own sins, but rather for those of others; and the death he would die was to be the death of the penalty of the law.

Thirdly, the death of the Messiah had to come sometime before Jerusalem and the temple were destroyed again, which occurred in the year 70 C. E. Fourthly, some time after the destruction of Jerusalem and the temple, and following a long period of warfare, the 70th seven will commence, and once that has run its course, Messiah's kingdom and age of righteousness will be established. For that to occur, the implication is that the Messiah who was killed would return again.

 

 

 

But who is this Messiah? One man fulfills all that is required in this passage. Jesus of Nazareth was born into the Jewish world and proclaimed his messiahship 483 years after the decree to rebuild and restore Jerusalem was issued. In the year 30 C. E., Jesus was executed by crucifixion. Daniel indicated that he would be cut off, not for himself, but rather for others. Isaiah 53 also prophesied the death of the Messiah, pointing out that he would die a substitutionary death on behalf of his people Israel. The teaching of the New Covenant is that Jesus died a penal death by taking upon himself the penalty of the Law as a substitute for his people. In keeping with Daniel 9:24, he died for the purpose of making an atonement for sins.

 

Three days after his death, he was resurrected. Finally, the New Covenant proclaims the fact that he will someday return to set up his kingdom and the age of righteousness.

 

 

If Daniel was right, then Messiah came and died prior to the year 70 C.E. If Daniel was right, then there are no other options for who the Messiah may be, except for Jesus of Nazareth. If Daniel was right, this same Jesus is destined to return to set up the messianic kingdom.

 

 

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